terça-feira, 24 de janeiro de 2017

4 Capítulo - Coincidência!?

Mesmo sem entender a piadinha da Fernanda, fomos para o trabalho. Fiquei o evento todo com ela, na recepção. Era muito fácil e prático, fazia o que a dona Lúcia pediu, pulseira verde pra um e os vip Fernanda cuidava deles.

- To indo bem? – olhei pra Fernanda.
- Vamos combinar que até uma macaca faz isso né Ariel. – me olhou de lado. – Arieeel, soa bem esse nome né. Você vai se dá bem, você é alta.
- Você acha mesmo? – olhei pra ela, e ela me ignorou.

Segui meu trabalho estava ocorrendo tudo certo como planejado, Fernanda ficava de graça com alguns convidados, ia para um canto, demorava alguns minutos muito estranho isso. Foi chegando vários convidados, cada um mais importante que o outro. No meio dos convidados vi o Pedro, ex sócio do meu pai. Começou o evento e ficamos nos bastidores vendo tudo, eu fiquei reparando que toda hora ia um homem diferente falar com dona Lúcia, e em seguida ela me olhava. Ela se levantou até a cadeira e me chamou pra conversar. Todas me olhando meio esquisito, até Fernanda.

- Eu fiz alguma coisa errada? – perguntei com medo de ter feito algo errado.
- Eu sei que você fez tudo certinho. – deu uma pausa. - estou muito satisfeita, mais você pode me deixar feliz.
- É só você me falar o que é.
- Ariel, você está começando na profissão. – disse vindo na minha frente. – eu estou aqui pra te ajudar, pra te explicar. Você sabe o que é o book rosa?
- Um livro cor de rosa?
- Não. – deu uma risada meio sínica. – não é bem isso, a agência vive dos clientes, são eles que tornam tudo possível, incluindo sua carreira. – disse apontando pra mim.
- Isso eu sei.
- Tem agências, que não fazem questão de agradar o cliente com tudo. Mais eu faço questão de agradar. Aqui na minha agência, quando o cliente faz um pedido, mesmo que seja um pedido especial. Eu atendo. Teve um cliente que te achou lindíssima, ele é um dos sócios dessa empresa que estamos hoje fazendo esse evento.
- Sim, você acha que eu vou posar pra essa nova linha deles?
- Claro. É possível no futuro, mais aqui agora, a questão é o book rosa.
- Não estou entendendo.
- Não são todas as agências que tem esse book rosa, mais na nossa tem ficha rosa.
- Ficha Rosa? Nunca ouvi falar também.
- Ninguém fala muito, porque as modelos que fazem esse tipo de trabalho, mesmo assim início de carreira, ganha muito dinheiro. A Fernanda faz isso, por isso que ela ganha muito dinheiro.
- E que tipo de trabalho é esse?
- Além dos eventos, desfiles, a modelo acompanha o executivo a algo a mais.
- Algo mais?
- Um Sócio, quer jantar com você.
- Jantar?
- É jantar, ele quer te levar para um restaurante com outros executivos, outra modelo. Vocês vão comer super bem, vocês vão rir, se conhecer melhor. Tem mais outra coisa, que vocês fazem.
- Que outra coisa!?
- Eu não vou mentir. – deu uma pausa. – depois tem o algo a mais a dois.
- Eu não sou garota de programa.
- Quem tá dizendo isso? – me deu uma rodada. – Pela amor de Deus, é claro e nunca será. Você é uma modelo da minha agência. Mesmo que aconteça tudo entre vocês, e vai acontecer, que o Sócio tá louco, louco por você, mesmo assim não se fala em dinheiro.
- Não estou entendendo nada.
- É tudo pela agência, cada modelo tem um cache diferente. O seu vai ser o melhor. Quer ver, você ia ganhar mil e duzentos, o book rosa dobra o cachê.
- Não, eu tenho namorado. – falei uma mentira.
- Meu bem, ninguém está falando de amor.
- Não. – sai andando. – imagina se minha mãe fica sabendo disso.
- Querida, posso te falar um segredo. Modelo em início de carreira faz mais sucesso fazendo o book rosa.
- Eu nunca pensei em fazer isso na minha vida.
- Nenhum de nós né.
- Você faz o book rosa?
- Eu? – deu uma risada debochada. - nessa idade eu to já pagando. Mais no seu lugar eu faria sem pensar.
- Não, não vou fazer isso. Imagina se minha mãe, meu namorado descobre isso. – sai andando pelo salão aonde estávamos.

Fiquei muito nervosa, não vou fazer isso de jeito nenhum, mesmo até precisando do dinheiro. Se minha família descobre, minhas amigas. Sai do salão e fui para uma varanda onde estava tendo o evento, tinha acabado o evento e estava tendo uma festa. Lucas o namorado da dona Lúcia, estava vindo em minha direção.

- Eu sei que a Lúcia falou com você.
- Eu não vou fazer isso. – disse enxugando minhas lagrimas.
- Tem modelos que fazem sucesso aqui, fora.
- Eu tenho namorado. Você fez esse tipo de coisa?
- Eu tive sorte Ariel, ou azar por cima. Se eu tivesse um patrocinador eu ia muito mais longe. Mais eu era bobinho, não tinha ninguém pra me dar um toque. Pra me orientar, eu não percebi as oportunidades. Aproveita sua chance. – disse saindo e me deixando sozinha lá.
De jeito nenhum eu ia fazer esse tipo de trabalho, sai andando passando por todos, todo mundo me olhando. Então todo mundo da agência sabia disso e ninguém me falou, passei pela Lúcia e o namorado, as meninas da agência todos me olhavam sabendo que eu sabia desse book rosa. Fernanda estava com Léo conversando, estava com raiva de todos. Encontrei um lugar reservado, sem ninguém, queria pensar sobre isso tudo.

- Você sabe, que vou nesse jantar!? – Fernanda chegou lá.
- Você faz esse tipo de coisa?
- Amor – disse subindo as escadas até a mim.  – na agência da Lúcia, quem quer ganhar dinheiro, vencer, subir na carreira, faz o book rosa.
- Sua mãe sabe disso?
- Sabe, lógico que sabe. Ela fica me esperando. Se não fosse o dinheiro do book rosa, não tinha tirado minha família da miséria. Mais as vezes não acontece nada, o cara dorme você espera e sai de fininho. – ela me falou saindo de onde eu estava.
- Sua boba, as vezes rola só alguns puxões, uns agarros, as vezes nada. – Léo disse chegando aonde eu estava com um copo de bebida.
- Preciso ficar sozinha, pra pensar. – Disse saindo de lá.

Fui descendo algumas escadas, comecei a chorar, pensar nas coisas que estão acontecendo na minha vida, preciso muito de dinheiro pra pagar minha faculdade minhas coisas, fiquei uma meia hora pensando nisso tudo. Tinha decidido, fui atrás da Lúcia, ela estava com o namorado e o Léo.

- Lúcia, vem cá. – ela veio em minha direção.
- Decidiu querida?
- Pra falar verdade, ainda não.
- Olha a Fernanda, quando ela entrou na agência parecia uma mendiga, agora ela já comprou até casa pros pai, ela me disse ainda que você anda passando necessidade em casa.
- Mais tipo...
- Vish, já vi que você é do tipo que não gosta de ajudar ninguém, nem sua própria família. Tudo bem, e você com a sua consciência. 
- Não eu quero. Mais é que...
- Então decide, vai ajudar ou vai dar as costas para sua família?
- Eu quero ajudar.
- Boa menina, eu sei que você tem um coração de ouro. Vai ser só por um tempo.
- Tempo?
- Sim querida, um tempo. Até a situação da sua família melhorar, depois você continua como modelo só. Muitas não fazem o book rosa, mais poucas precisam do dinheiro como você. – disse passando mão no meu cabelo. – Separei um vestido, lindo pra você, vou colocar também o dinheiro do táxi na bolsa que você vai sair tá.
- Mais se for horrível?
- Meu bem, homem gosta de estufar o peito, dizer que é macho, mais a maioria é rápida, você vai sentir uma cosquinhas e acabou. Depois você toma um banho e está nova.
Meus pensamentos estava a mil, se minha mãe descobrir o que vai pensar de mim, minhas amigas... Troquei minha roupa e a Lúcia me deu um papel com o numero do quarto que eu ia, e o motorista estava me esperando fora do evento. Falei nada do caminho do evento até o hotel, chegando lá fiz tudo que a Lúcia tinha me falado. Parei em frente do quarto pensei duas vezes antes de bater na porta, estava muito nervosa. Respirei fundo, bati na porta não demorou nem dois minutos e a pessoa abriu, quando vi quem era, não acreditei.

- Ariel Bach? 
- Não sabia que o Pedro Gonçalves, era tão cafajeste. - Já disse entrando e ele fechando a porta.-
- Eu não acredito, que a filinha querida do Marcos era garota de programa. - disse ficando atrás de mim.
- Cala a sua boca. - Disse me virando pra ele, aumentando o meu tom de voz. - Se não eu queimo seu filme com a Paula.
- Aé? Com que moral você tem, pra falar disso. - Disse me jogando no sofá. - Você acha que eu não sei, que você está na agência da Lúcia, sua biscatinha. 
- Agora eu entendo, porque a Paula gosta de outro. - Disse olhando pro lado. - Pelo jeito desse apartamento você deve trair sua mulher a muito tempo.
- Só com moças de família. - Falou quase se jogando em cima de mim. - Como você, agora chega de conversa fiada, tira essa capa.
Levantei do sofá, comecei a andar pelo apartamento. Ele veio andando em minha direção. 
- Você acha mesmo, que vou fazer amor com você. - Falei virando pra ele.
- Eu não vou fazer amor com você. - Deu uma pausa. - Eu vou transar com você, foi pra isso que você veio aqui, sua vadiazinha. Então seja uma boa profissional, e faça vale o dinheiro que vou pagar. - Disse tirando minha capa, e me deixando de calcinha e sutiã.
- Mais nem se eu estivesse pedindo esmola na rua, eu ia pra cama com você. Seu velho nojento. - Disse me afastando e colocando  a capa novamente. 
- Nem nojento, nem velho. Não seja tão preconceituosa, na sua profissão não se deve discriminar  quem pode pagar uma prostituta como você.
- Eu não sou prostituta! - Disse gritando.
- É sim. - Disse me jogando a força na cama. - Eu to pagando caro meu bem, e gostando ou não gostando do velho nojento você vai me servir. - Veio se jogando por cima de mim.
- Me larga, seu porco. - Gritei mais ainda, ele saiu de cima de mim e eu sai da cama e fui em direção a porta.
Sai daquele quarto me sentindo um lixo, entrei naquele elevador, me virei pro espelho comecei a me limpar, parecia que nunca ia chegar, estava um temporal lá fora, como eu ia embora. Eu só queria sair desse hotel, comecei a pensar em tudo, sai aos prantos daquele lugar, estava bastante desnorteada com tudo que estava acontecendo. Fui andando pelas ruas, olhando pra tudo, tinha algumas garotas de programas na rua, eu estava me sentindo uma delas. Estava chovendo muito, fui correndo até um outro hotel e me sentei na portaria, esperando a chuva passar, eu não parava de chorar.

Luan Narrando

Estava voltando do show, quando perto do hotel avistei uma garota chorando,na calçada do hotel, imediatamente pedi pro Cirilo parar.

- Tem certeza patrão? Muita gente faz isso mais é para da algum golpe, pode ser perigoso.-Well falou olhando pra mim.
- Tenho sim negão, eu não vou levar nada e você fica aqui pra qualquer coisa - Digo já abrindo a porta do carro.
- Beleza patrão.
Desci da carro e fui próximo onde ela estava. 
- Moça você ta bem? - A chamei e ela me olhou assustada com os olhos cheios de lagrimas. 
Dava pra ver que ela era uma moça linda, mesmo com o rosto molhando 
- Não ele ia... Ele ia - Ela falava soluçando.
- Calma só quero lhe ajudar - Digo me sentando ao seu lado - O que aconteceu pra você está aqui?
- Eu não queria fazer isso ele quis me obrigar
- Se acalma - Abraço ela que me apertava e chorou mais ainda.
Depois de algum tempo chorando ela adormeceu em meus braços, peguei ela e a levei pro carro.
- O que aconteceu? - Fala Well me ajudando a deitar ela no banco de traz. 
- Não sei,mais pelo que ela me falou acho que foi tentativa de estupro ou então ela foi estuprada. - Digo olhando ela.
Seguimos rumo ao hotel e fomos pelos fundos pra ninguém ver, subi até meu quarto com ela em meus braços, e a deitei na minha cama, tirei seus saltos e sua bolsa a cobrindo e fui tomar um banho pensando o que fazer. Sair já trocado e sentei na poltrona ao lado da cama e fiquei lhe observando. Adormeci na poltrona depois de tanto observa-la

Ariel Narrando 

Acordei com o sol batendo em meu rosto e pensei que minha cabeça iria explodir, sentia meu rosto inchado. Olhei em volta e não reconheci onde estava, senti que não estava só e olhei para o lado e me assustei ao ver um homem dormindo.  A principio pensei que era o ex sócio do meu pai. O olhei bem e vi que era o Luan Santana – parecia um anjo dormindo com a boca entre aberta. - me assustei e levantei rapidamente tropeçando em meus próprios pés, caindo, o que fez muito barulho acordando ele, que acordou com uma cara de assustado - confesso que a cara dele foi engraçado.  – ao perceber minha situação soltou uma gargalhada se espreguiçando.
- Ta tudo bem? - Falou me ajudando a levantar.
- Tá eu acho - Falou sussurrando - O que aconteceu?
- Ué como assim você não lembra? - Falava indignado. - Você disse que foi uma das melhores noites de sua vida...
- Como assim a gente... - Fiquei apontando pra nós dois assustada, ele soltou uma gargalhada gostosa de ouvir.
- To brincando -Suspirei aliviada. - Te encontrei ontem na calçada perto daqui chorando, e você adormeceu em meus braços e eu te trouxe para cá, apenas isso. 
Fiquei em silencio lembrando de tudo que aconteceu na noite passada,começando a chorar e ele me abraçou.                       
- Você quer conversar? - Disse me olhando.
- Você promete contar segredo?
- Prometo, de dedinho. - Falou fazendo uns negócios com os dedos.-
Comecei a contar tudo pra ele, desde a conversa com meus pais deles falando da falência, do termino do namoro com Felipe, sobre a Fernanda, a agência da Lúcia, sobre tudo.
- Eu nunca fiz programa, eu juro. - Disse olhando pra ele.
- Então, o que você tava fazendo com o tal do Pedro, naquele hotel!?
- Eu não sabia que era ele. Eu estava precisando me valorizar e de dinheiro, depois da noticia da falência, do termino do namoro.
- E você é tão carente assim, pra ficar com homem só porque ele te trata bem? 
- Ah Luan, não tem homem legal por ai.
- Você merece muito mais que um homem legal. - Disse chegando mais perto de mim, passando mão no meu cabelo. - Mais se você não acreditar nisso, você vai continuar sempre atraindo esse tipo de cavalo. 
- Eu to com tanta vergonha. -Disse tampando meu rosto, chorando cada vez mais. Ele veio e me deu um beijo na testa.
- Mais me diz uma coisa, esse tal de Pedro foi legal com você?
- Não, ele foi horrível. Ele tentou me agarrar a força, sério ele é um sujeito muito mal.
- Estou tendo uma ideia muito legal, vai ajudar sua família.


Olá pessoas, que saudades. Dei uma leve sumida, meu notebook tinha quebrado e acabei de ganhar um. Desculpa REAL OFICIAL pela demora mesmo, vou voltar a vapor com a fic e ainda estamos com o grupo no wpp.


terça-feira, 29 de novembro de 2016

3 Capítulo - Ilusões!?

Sai da agência muito feliz, fui direto pra casa. Fui o caminho todo pensando se devia ou não contar para os meus pais, vou contar pra eles sim.  Eu estava tão feliz, que nada ia estragar o meu dia. Cheguei já era tarde em casa, todos estavam na sala, vendo televisão.

- Gente, tenho uma novidade. – disse entrando em frente da televisão.
- Sai da frente sem noção. – Maria falou me chutando.
- Fala filha. – minha mãe disse me olhando
- Vou ser modelo 
- Como assim Ariel? – meu pai sem entender nada.
- Então, hoje fui em uma agência que uma colega da faculdade me recomendou, ai eles me chamaram pra ser modelo.
- Mais não, tem que ter esse negócio de book?
- Tem, mais a dona a Lúcia falou que vai me dá o book, mãe eles gostaram de mim. 
- Escuta, a dona da agência que tal?
- Mãe Lúcia Richard, uma mulher muito generosa, cuida das modelos como se fosse filha dela.
- Isso é muito importante minha filha, porque nesse meio de artista, famosos, tem que ter alguém para orientar.
- Quando começa?
- Amanhã mesmo, já está tudo certo, amanhã já faço meu book, com maquiador, cabeleireiro, fotografo. Estou muito ansiosa.
- Vai da tudo certo pra você minha filha. – meu pai disse esperançoso e minha mãe estava muito feliz.

Fui pro meu quarto, ainda não estava acreditando. Liguei para as minhas amigas, contei pra elas, ficaram muito felizes pela minha conquista. Pedi pra elas não contarem pra mais ninguém, falei com Esther pra não contar pro Felipe. 

Ainda estava muito chateada com a situação. Tomei meu banho e logo peguei no sono. Acordei bastante cedo, hoje era o meu dia. Me arrumei, tomei café e fui em direção da agência.

- Olha só quem chegou. - Leonardo chegou gritando, me abraçando.
- Oi Léo – cheguei meio tímida, hoje a agência estava super lotado.
- Toma aqui sua roupa, e me encontra lá em cima na sala. – me disse entregando a roupa.

Fui em direção ao banheiro, me troquei, quando estava saindo da sala dei de cara com a Fernanda.

- Olha ela, muito rapidinha você. Já está fazendo até o book, mais quem te deu dinheiro pra fazer. – Fernanda chegou toda metida perto de mim.
- Não te interessa. – sai e deixei ela falando sozinha.

Depois de ter encontrado a Fernanda fui pro estúdio, onde ia ser as fotos. Leonardo saiu me puxando. Fiquei parada olhando tudo.

- Abre o bocão, respira. – ele começou a falar rodando em volta de mim, mexendo em mim. – solta tudo mulher, você tá no mar, no vento. Solta os braços, coloca o braço aqui. – colocou os braços na nunca, fazendo uma pose. – não pode deixar a nunca solta, vem aqui. Fica ai e faz as poses. 

Prestei atenção no que ele falou, ele ficou imitando algumas poses atrás do fotografo, começou a bater palmas, a gritar, da pulos. Terminamos a primeira parte, fui trocar de roupa agora era um biquíni. Sentei na cadeira pra retocar a maquiagem e veio Leonardo novamente.

- Poderosa, vem aqui que vou te mostrar o velho truque. – disse me levando pra posição da foto. – Põe o braço pro alto, aperta e ele salta. – disse demostrando. – dá o clique coisa linda.

Fiz o “truque” que ele pediu, e ele ficou fazendo outras poses atrás do fotografo, ele entrou também em algumas fotos, fui me soltando aos poucos. Estava muito agradável o ambiente, eles tinham colocado algumas músicas. Já estava roupa, tinha trocado a roupa.

- Morde o lábio. – fiz o que ele me pediu. – isso, assim. Morde e lábio pensa que esta mordendo um... – deu uma pausa, me olhou. – não pensa que estou pensando não, pensa em um doce, alguma coisa muito gostosa.

Voltei pra minha posição e fizemos mais algumas fotos, ele novamente veio pra tirar algumas fotos. A última roupa era um vestido, muito lindo. Ele continuava falando algumas poses, dando dicas. Dona Lúcia apareceu na sala, e chamou o Léo.

- E ai, como que está? 
- Magravilhosa, ela brotou da terra pra ser modelo. Arrasou, logico que eu que ensinei tudo.
- Não faça elogios a você mesmo, quando eu achar que devo eu elogio tá.
- Hoje eu não mereço nenhum elogio? 
- Se eu começo com um elogio, você termina no aumento.

Eu estava só de olho na conversa nos dois, estavam falando tão baixo. Ainda estava tirando as fotos. O fotografo me liberou, disse que tinha terminado. Dona Lúcia me chamou para ir até ela.

- E aí!? Ocorreu tudo bem querida?
- Eu fiz que ele disse. – falei olhando para o Léo. – mas eu me senti ótima, teve uma hora que até voei na imaginação.
- Que bom, que bom. Olha prepara o book dela. – falou apontando o dedo pro moço que tava vendo as fotos. – Manda já algumas fotos pro meu e-mail, quero encaixar a menina em um trabalho amanhã.
- Amanhã, já!? – disse sem acreditar. Ia da tudo certo mesmo.
- Eu vou te ajudar, é pra ser recepcionista em um evento, não é nada assim de muito glamoroso, é pra você ir pegando o jeito.
- Claro, eu faço o que você mandar.
- Amanhã essa coisinha escandalosa, vai te ligar. – disse apontado para Leonardo. - eu tenho certeza que o cliente vai amar você.
- Sem dúvidas, quem não ama essa pedra preciosa. - Léo disse me rodando.
 -  Mais eu gosto de mandar algumas fotos para garantir. - disse saindo da sala.

Fiquei babando algumas fotos com Leonardo, realmente ficaram lindas. Caramba, fiquei muito diferente mesmo. Troquei minha roupa e fui embora. Meu dia foi tão corrido que nem pensei em Felipe. Cheguei logo em casa, comi alguma coisa e dormi. Amanhã de tarde tinha que ir na agência, pois tem um trabalho já amanhã.

Fiquei babando algumas fotos com Leonardo, realmente ficaram lindas. Caramba, fiquei muito diferente mesmo. Troquei minha roupa e fui embora. Meu dia foi tão corrido que nem pensei em Felipe. 



Cheguei logo em casa, comi alguma coisa e dormi. Amanhã de tarde tinha que ir na agência, pois tem um trabalho já amanhã. Acordei logo cedo no outro dia e fui pra faculdade, todos ainda me olhavam de um jeito estranho, mais com esse novo trabalho eu ia dá a volta por cima. Fui pro refeitório onde minhas amigas estavam.

- Olha quem chegou – as meninas falaram em um coro
- Vão entrar para um coral é!? – todas começaram a ri.
- Conta, o que você aprontou ontem. – Brenda disse
- Então. – me levantei. – vocês estão olhando pra mais nova modelo. 
- Como assim? – Bia não estava entendendo nada.
- É modelo, hoje vou ter meu primeiro trabalho, a agência acabou de confirmar agora. – disse vendo a mensagem de confirmação. – nem dá pra acreditar.
- Você vai desfilar?
- Passarela, flashes, televisão? – Esther perguntava sem parar.
- Não, não é só um evento. – disse tomando um pouco de suco. – vou trabalhar na recepção. Mais é um começo né, um dia eu chego nas passarelas. 
- Você vai brilhar amiga, vai ser a mais linda desse evento. – Bia disse confiante.
- Hoje você tá uma luz amiga.
- É estou muito feliz, ontem aconteceu várias coisas boas na minha vida.

Ficamos conversando ainda sobre meu novo trabalho, depois cada uma foi para a sala, infelizmente encontrei Felipe e Fernanda, a aula foi bem demorada, depois encontrei minhas amigas e fui pra agência, já estava super atrasada. 

- Ainda bem que você apareceu né. – Léo disse me puxando pra dentro da van
- Nossa, me atrasei lá na faculdade. Me desculpa.
- Tá bem, mais vamos logo gente. – ele falou chamando todas.

Fomos pra dentro de uma van, e ela levou a gente até aonde ia ser o evento. A dona chegou com um namorado, ele era uns dez anos ou mais novo do que ela, mais também era um gatão, Léo pediu pra mim ir logo para a maquiagem, chegando lá troquei minha roupa, e fui pra maquiagem e pro cabeleireiro. Fernanda também estava lá.

- Meninas não se esqueçam que o importante é sorrir – dona lúcia chegou falando pra todas. – Aconteça o que acontecer, sorriso colado na boca. Qualquer coisa me procurem ou o Léo. Cadê a Ariel?
- Estou aqui!
- Querida você vai ficar na recepção com a Fernanda, confira os nomes dos convidados, pulseira verde convidado, pulseira preta vip. 
- Tá e depois eu faço o que?
- Os vips são meus. – Fernanda já entrando na conversa. – Os comuns você encaminha.
- Assim ela não vai entender. – O tal namorado da dona falou. – Garota, passa pra elas, elas já estão acostumada com isso. 
- Tá certo, muito melhor meu amor. – Dona Lúcia disse, dando um beijo no tal namorado. – escutem meninas, as mais experientes encaminham os convidados, ouviu Fernanda. 
- É só isso?
- Não, depois você e as outras entregam os brindes. – deu uma pausa. – gente o mesmo de sempre, os brindes.
- Depois do brinde e o fim do trabalho?
- É.. – deu uma pausa e me olhou. – a não ser que surja outro serviço pra você.
- Tipo o que? – não tinha entendido.
- Ah, acredito que você não sabe. – Fernanda levantou e me olhou e deu uma risada sínica.





Sera que tipo de trabalho é esse? Vocês estão gostando? Vai vim muita surpresa por ai... Comentem muuuuito, temos um grupo no whatsapp, quem quiser entrar vou deixar aqui o link do grupo:
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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

2 Capítulo - A realidade bate na porta.

 - Senta ai minha filha. – meu pai falando pra eu sentar. – Então, você deve ter percebido que estamos maneirando nos gastos...
- Sim, eu andei percebendo, mais o que aconteceu?
- Ariel, decidimos falar com você agora, porque a Maria é novinha não intende muito bem. – minha mãe disse, me olhando meio diferente.
- Tudo bem mãe, mais o que aconteceu? Alguém morreu!? Não estou entendendo nada. – disse já agoniada com isso tudo.
- Não filha, vou direto ao ponto.
- Pode falar pai, eu aguento...
- Filha, nós fomos roubados, a nossa casa de show, estamos falidos. 
- O QUE? COMO ASSIM? – fiquei descontrolada.
- Eu e o Pedro, estávamos percebendo isso, ontem chegamos à conclusão...
- Filha, agora você vai ter que maneira no seus gastos, vamos ter que vender a casa de shows.
- Como assim, vender? Quem roubou a gente? 
- Não sabemos filha, mais o Pedro está duvidando do Alex.
- Alex? Quem é Alex, pai!?
- Era um sócio nosso também... Mais ele saiu no começo do ano da casa de shows...
- Tem outra coisa Ariel!
- Mais coisa, pai!?
- Sim filha, vamos nos ter que mudar do condomínio!?
- Não pai, vai ser o fim da minha reputação, todos não vão gostar de mim... O Felipe vai terminar comigo, estamos pobre!?
- Sim filha, estamos pobres...
- Meu carro, minha faculdade, e agora?
- Calma Ariel, vamos da um jeito.
- Calma pai!? Você vem falar que estamos pobres, e você vem me pedir calma, vou virar a pobre da faculdade.
- Minha filha, agora você vai ver quem gosta de você de verdade.
- Vocês não entende... – Subi correndo pro meu quarto, me tranquei lá. 

Passou algumas horas, alguém bateu na porta do meu quarto, era minha mãe com as caixas para embrulhar minhas coisas. Isso é demais pra mim, tudo no mesmo dia. Mais fazer o que, era a minha realidade. Comecei a arrumar minhas coisas, e de repente veio em minha cabeça a agencia da Fernanda, isso ia me tirar dessa vida. Ela começou lá e rápido já estava com bastante dinheiro. Acabei de arrumar minhas coisas, quando estava descendo vi meus pais conversando com Maria, ela sem entender nada direito, acabou concordando. Eu não estava acreditando. Colocamos nossas coisas do carro, e fomos em direção a nossa casa antiga, que na verdade era a casa da minha avó, não tinha vindo aqui depois que ela faleceu. Era bastante apegada com ela. Voltar lá me trás todas as lembranças dela.

- Nós vamos morar aqui? - Maria ficou olhando a casa, ela era muito nova quando vovó faleceu.
- Sim Maria, essa era a casa da Vó Ana, você era muito novinha quando ela faleceu.
- Eu nem me lembro dela, mamãe.
- Ariel tem fotos dela, ela te mostra depois.

Entramos na casa, minha mãe me mostrou onde seria nossos quartos, meu quarto era o que eu ficava lá, quando era mais nova. Meu pai tirou as coisas do carro e logo arrumei minhas coisas, eu precisava das minhas amigas, contar a elas que aconteceu.  

Amanhã vou ter que ir na faculdade, vou diminuir o número de aulas, mais não vou trancar ainda. Meu pai falou que ainda dava para continuar pagando ela, já estava no final também, falta apenas cinco meses para acabar. Acabei pegando no sono ali mesmo.

Acordei bastante cedo no outro dia, não queria encontrar meus pais, ainda estava muito abalada pelo o que aconteceu. Fui de carro mesmo pra faculdade, chegando lá fui direto pra secretaria pra eliminar algumas matérias, dei de cara com a Fernanda.

- A riquinha da faculdade veio tirar algumas matérias!? É a crise meu povo... - disse debochando da minha cara.
- Ainda bem que você está aqui Fernanda, quero ter uma conversa com você.
- Agora que estou com dinheiro, você quer falar comigo.
- Olha eu não estou afim de discutir, em que agência você trabalha?
- Calma aí, primeiro você vem tirar algumas matérias do seu currículo, depois vem perguntar que agência estou, estranho isso.
- Da pra falar logo? - Já estava ficando sem paciência.
- Olha como fala, na aula te dou o cartão de lá.

Já estava vendo que o meu dia não ia ser bom, essa menina acabava com a minha paciência. Pra completar ainda tinha que falar com Felipe e as meninas sobre o assunto de ontem. Ai meu Deus me ajuda. 

- Oi, meu amor - disse entrando na sala em direção ao Felipe.  
- Oi linda.
- Temos que conversar sério hoje.
- É sobre o quê!? - disse impaciente.
- Depois a gente conversa meu amor.
- Arielzinha, toma o cartão lá da agência. - Fernanda chegou atrapalhando nossa conversa.
- Obrigada.
- O que você tanto quer na agência da Fernanda!?
- Falei ontem com você amor, que estava pensando em fazer algumas campanhas.
- Ariel, está acontecendo alguma coisa na sua família!?
- Já falei que depois a gente conversa. - disse tentando fugir da conversa.

Passei à manhã inteira pensando como seria contar pra ele, como seria daqui pra frente.
As aulas acabaram e fui com Felipe até meu carro precisava falar o que estava com ele. O estacionamento já estava vazio entramos dentro do carro e contei tudo a ele. 

- Então quer dizer que você está pobre? - diz ele me olhando sem expressão alguma no rosto 
- Sim.
- Você acha que eu vou ficar com você? -  diz debochado fiquei em silêncio sabia que ele não ficaria mas ainda tinha esperança - está tudo acabado entre nós Ariel - diz ele extremamente frio saindo do meu carro.

Fiquei ali ainda um pouco, sem acreditar no que aconteceu. Felipe era tudo pra mim, eu estava perdendo tudo. Foi difícil acreditar que ele só está comigo por causa do meu dinheiro, eu amo muito ele ainda.

Chegando em casa passei pelos meus pais com cara de choro, eles ficaram me perguntando o que aconteceu, não respondi e fui direto para o quarto onde adormeci inerte aos meus pensamentos. Acordei no outro dia sem a mínima vontade de ir para a faculdade ainda bem que era sexta feira, me arrumei e fui tomar café meus pais estavam lá.

- Bom dia - digo me sentando 
- Bom dia filha o que aconteceu ontem pra você chegar chorando daquele jeito? - diz minha mãe
- O Felipe terminou comigo quando falei da nossa situação. 
-  Minha filha me desculpe - meu pai diz com a cabeça baixa e minha mãe parece inerte aos pensamentos 
- Eu sei que você não tem culpa, mais olha minha situação. – peguei e sai da cozinha e fui para a faculdade.

Ao chegar na faculdade vejo todos olharem para mim, e não era mais de administração era de deboche. Ao sair do carro começou os burburinhos.

- Olha só se não é a mais nova pobretona da faculdade - olhavam pra mim rindo, olho sem entender nada como isso se espalhou?          
- Além de perde à grana perdeu o namorado também - riem de mim 

Apresso meus passos e dou de cara com a Fernanda e suas amiguinhas no canto rindo de mim, não estava afim de encontrar com Felipe, mais ele era da minha sala não tinha como eu não encontrar com ele, fui pro refeitório e encontro minhas amigas lá.

- Amiga você precisa saber de uma coisa - diz Bia com um olhar de pena
- Eu já sei, sou o comentário da faculdade inteira, só queria saber quem espalhou isso tudo.
- Fernanda viu ontem você e o Felipe conversando, e espalhou hoje cedo na faculdade. - Esther disse olhando indignada Fernanda e suas amigas entrando no refeitório.
- Ari, nós vamos estar sempre com você! - Brenda diz.

- Obrigada meninas, mais já sei que vou fazer. Hoje vou dá um jeito na minha vida. - levantei da mesa, peguei minha bolsa. – mais tarde a gente se fala meninas.
- Ari, onde você vai!? – Brenda perguntou, com todas me olhando.
- Resolver minha vida, beijos.

Decidi, vou nessa agência da Fernanda e tentar conversar com a dona da agência, vê se eu arrumo alguma coisa. Fui em direção do meu carro, todos me olhando de um jeito diferente, não estava gostando disso. A agência era uns dez minutos da faculdade, cheguei lá rapidinho.

- Olá, bom dia. A dona Lúcia está? Sou amiga da Fernanda. – falei com a moça da recepção.
- Só um momento. – disse a moça, pegando o telefone. – qual é o seu nome?
- Ariel. – ela continuou falando no telefone, fiquei reparando a agência, era enorme lá, tinha várias meninas e meninos lá.
- Pode subir, ela já está te esperando. 
- É por ali!? – disse apontando para escada.
- Isso, é a sala na segunda direita.
- Tá bem.

Fui subindo as escadas olhando a agência como é, tinha várias fotos, capas de revistas, até tinha algumas fotos da Fernanda lá. Tinha várias pessoas lá trabalhando, muita gente. Quando cheguei lá, tinha um homem com a dona lá, quando entrei ele veio em minha direção. 

- Ai que bom que você veio, Fernanda falou sobre você. – ele pegou na minha mão e começou a me rodar. – nossa como você é linda, alta, magra, maravilhosa. – ele falava me rodando, a dona tava sentada na mesa só olhando. – resumindo você é MA-GRA-VI-LHO-SA. – falou pausadamente. 
- Calma Léo, você vai assustar a menina assim. – a dona falou me olhando e o moço. – você já percebeu o jeitinho dele né, liga não.
- Eu achava que eu podia ser modelo, mais você falando assim. Quando eu começo?
- Calma linda, você ainda precisa de um book. Você sabe que é um book né linda?
- Sei sim. Mais pra modelo não sei como é direito.
- No mundo da moda, são as fotos que a gente faz das modelos para apresentar os clientes, produtores de moda, de evento, donos de grifes, fotos bem feitas. 
- Entendi.
- Tem também o composite, que é isso daqui. – disse me entregando um papel. – é um cartão de visita com várias fotos mara, se o cliente se interessa a gente mostra o book, pra ele vê mais fotos sua, pra escolher seu rosto, seu perfil. – disse pegando no meu rosto. – porque eu sinto, que você vai ser a modelo, meus pelinhos estão até arrepiados. – pegou e esticou o braço.
- Como a gente faz o book?
- A gente marca, fotografo, cabeleireiro, maquiador, tudo top.

A dona da agência levantou e veio em minha direção, fiquei parada igual um manequim ela começou a ficar me rodando, me olhando.

- Um metro e setenta e oito, altura perfeita. – disse me rodando, me olhando.
- Meu pai é alto, minha família é toda alta.
- Você tem perfil de modelo mesmo.
- Você acha? – não estava acreditando.
- Acho, eu já ajudei muitas como você a começar, hoje elas desfilam pelo mundo, ganhando milhões. Dá uma andadinha querida.

Comecei a andar e todos ficaram me olhando, meio estranho isso. Mais tenho que ter foco, preciso disso pra me ajudar.

- Ela tem potencial. – Léo disse pra Lúcia.
- Ela tem que melhorar no andar.
- Disso eu me carrego. – Léo disse todo extravagante.
- Mais e o book? Tem que pagar?
- Ariel, eu fui modelo, eu conheço o chamado das passarelas. Eu patrocínio seu book.
- Sério?
- Sim, eu te seguro, o trabalho aqui é sério. As modelos é como minhas filhas, você deixa eu realizar seu sonho!?
- Claro, sem dúvidas. – disse muito animada, não estava acreditando.
- Você não vai se arrepender. 

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

1 Capítulo - O Começo da Mudança

- Ariel meu amor! E melhor você se levar ou vai se atrasar para faculdade, Brenda já ligou e daqui a pouco ela vai passar aqui pra ir com você. Vamos menina, anda logo. – Minha mãe puxou o cobertor, levantei meio resmungando, e fui pro banheiro, fiz minhas higienes, entrei no chuveiro e tomei um belo banho, terminei meu banho e vesti uma roupa bem confortável, hoje estava fazendo um friozinho, desci peguei uma fruta.

Brenda e as meninas já tinha chegado estavam sentadas no sofá conversando com Maria, chamei elas e fomos pra faculdade.


- Gente ouvi uma conversa dos meus pais ontem, meio estranha sabe

- O que aconteceu Ariel? – Brenda disse dirigindo, mais prestando atenção na conversa.
- Então... – dei uma pausa. – Acho que meu pai tá falindo.
- Como assim!? – Beatriz disse assustada.
- É gente, não sei o que aconteceu, mais vim reparando isso lá em casa esses dias, meu pai veio conversar comigo pedindo para eu maneirar com os meus gastos...  
- Nossa amiga, que fase... Mais estamos com você. – Esther disse confiante, dando a mão pra mim.
- Gente, não sei o que fazer... O que vai ser de mim!? O Felipe vai acabar com o namoro
- O Felipe é um babaca, pronto falei! Mais você tem a gente, vamos ser amigas pra sempre. – Brenda sempre confiante

Encerramos o assunto porque Felipe me ligou, perguntou aonde que eu estava, nunca foi disso, achei meio estranho. Chegamos na faculdade cada um foi pra sua sala, quando cheguei na sala dou de cara com Felipe com algumas coleguinhas dele que se acham modelos, sinceramente não gosto delas.

- Oi, meu amor. – cheguei perto do meu namorado, sorrindo. Ele retribuiu, antes de me dar um beijo.
- Oi, linda. – falou, depois do beijo.
- Oi Fernanda, meninas. – não engolia essas meninas de jeito nenhum.
- Oi, Ariel. – Fernanda falou saindo da mesa de Felipe indo pro seu lugar comas meninas, me olhando de lado.
- Não vou com a cara dessas meninas. – falei reparando o jeito que ela me olhava e o jeito que Felipe olhava pra ela.
- Para amor, deixa de besteira. – ele deu um sorriso de uma forma estranha. Debochado.

Cortamos o assunto logo o professor entrou na sala, a aula foi super normal, o que não gostei foi Felipe trocando olhares com Fernanda, deve ser coisa da minha cabeça, ou não.

- Vamos jantar fora hoje? – Felipe veio logo falar comigo depois da aula
- Nós dois? – falei, toda feliz, tem tempo que Felipe não me chama pra sair.
- Sim. – ele começou a rir debochado, estranhei.
- Tá bom, então. Vai me pegar que horas?
- Umas sete, tá bom pra você?
- Tá sim amor. – falei abraçando ele de lado.
- Acabou com a melação, que chegamos... – Beatriz disse chegando com as meninas, mostrei a língua pra elas.
- Qual é a boa de hoje? Baladinha de sempre... – Esther e Brenda animadas
- Não, vamos jantar! – Felipe falou grosso com as meninas
- Aonde? Que restaurante? Que horas? – Beatriz com as perguntas dela de sempre
- Quem disse que vocês vão, só eu e Ariel. Vão arrumar um namorado vocês ai. – Felipe grosso novamente com as meninas.

Depois disso as meninas foram embora, ele me deixou em casa. A tarde foi muito corrida, fiquei quase a tarde toda pensando na conversa dos meus pais, vou ser obrigada a falar com Fernanda, dessa agência que ela está, ela não tinha muito dinheiro depois que entrou nessa agência tá com muito dinheiro, deve ser boa mesmo.

Fiquei deitada pensando nisso, quando penso que não o sócio do meu pai, ficou me olhando.

- Ei seu Pedro, nem te vi aqui. – levantei indo cumprimentar ele.
- Ariel, como você tá grande, bonita – disse me olhando. – estava em uma reunião com seu pai, mais já estou de saída.
- Como foi a reunião?
- Normal, as coisas não estão muito bem né... – disse pausadamente.
- Como assim, não muito bem? – não gostei desse jeito que ele falou.
- Seu pai deve falar com vocês, agora já estou de saída. – disse já indo embora.

Quando vi a hora, já era quase seis horas, fui logo me arrumar, Maria ficou sentada da minha cama, me vendo me arrumar, ficou fazendo brincadeiras. Não demorei muito pra me arrumar, nada extravagante e nem muito simples, estava na medida certa. Quando desci, Felipe já estava sentado com meu pai, brincalhão, de bom humor, diferente do Felipe de mais cedo, grosso.

Saímos logo de casa, antes de entrar no carro ele me deu um beijo, abriu a porta, como um cavaleiro, estava cheiroso, esse era o Felipe que conheci anos atrás. O que deu nele?

- Você está muito linda hoje. – me elogiou.
- E você está maravilhoso.
- Estou com muita saudade de você.
- Ué, mais a gente se viu hoje
- Pensa né amor... – começou passar a mão nas minhas pernas.
- Você foi muito grosso com as meninas hoje.
- Me desculpa? Elas também, não se toca... você não vai lembrar isso e estragar esse momento lindo, vai?
- Não, não!

Ele voltou a rir, fazer brincadeiras, acabei esquecendo do que ele fez hoje com minhas amigas. Chegamos ao restaurante, vou confessar, fiquei muito feliz. Foi o restaurante que ele me pediu em namoro. Ele fez a questão de abrir a porta pra mim, igual na primeira vez que fomos ali.

Entramos de mão dadas. Não sei que aconteceu, mais eu estava com um sorriso. Felipe nunca foi romântico, será que ele vai me pedir em casamento?

- Lembra daqui? – disse me olhando.
- Logico que lembro, foi aqui que você me pediu em namoro.
- Quer algo pra beber? – me perguntou olhando o cardápio e me olhou em seguida.
- Pode ser um Vinho? – ele logo chamou um garçom e fez o pedido. – Amor?
- Oi, meu amor.
- Por acaso você sabe qual é a agência que a Fernanda trabalha!?
- Oi? – falou desentendido. – Sei não, mais porque você quer saber disso..
- Estou pensando em fazer algumas campanhas, algo assim.
- Tá acontecendo algo na sua...
- Não, calma amor – interrompi logo, antes de entrar nesse assunto.

O assunto acabou e logo bateu a fome, e logo comemos. Ficamos conversando sobre nosso relacionamento, sobre faculdade, entre conversas postei uma foto que o garçom tirou nossa.


arielbach Só nos dois. Sempre. ❤ @felipeleal





- Vamos amor?

- Mais já, Felipe.

- É Ariel, vamos lá pra minha casa... – sussurrou no meu ouvido, e logo depois pagou a conta e ele deixou uma gorjeta pro garçom. Fomos conversando sobre um assunto aleatório, até eu lembrar da cena de hoje, ele com a Fernanda.

- Felipe.
- Oi
- O que você estava conversando com a Fernanda hoje na sala?
- Ela estava com uma dúvida na matéria.
- Uma burra velha daquela, vai ter dúvida? Me poupe né Felipe. – fiquei logo nervosa
- Sabia que você fica linda com ciúmes..
- Tá de brincadeira né
- Mais não teve nada.
- Acho bom. – disse emburrada e ele me puxou para um beijo. — Olha pra frente! Você tá dirigindo! 

Estávamos no caminho da sua casa, seus pais estavam viajando, Esther ia dormir na Brenda hoje. Já tínhamos feito tudo, fomos direto ao ponto. Simplesmente foi a noite mais doida, mais louca do nosso relacionamento. Nunca vi ele nesse fogo, ele me tocava de um jeito, com um carinho, aproveitamos bastante, até cairmos no sono.

- Bom dia, meu amor. – sorri, sonolenta. Felipe me observava de longe.
- Bom dia.
- Vou tomar um banho, que horas são?
- São oito e meia.
- O que? Felipe você esqueceu que hoje tem prova na faculdade? – Levantei numa pressa pra ir tomar banho.
- Tá pronta?
- Tô. Vamos?
- Vamos.

Fomos pra faculdade, no meio do caminho recebi uma ligação muito estranha da minha mãe, falou que ela e meu pai quer conversar comigo na hora do almoço, mais será que é sobre aquele assunto que ouvi esses dias... Deixei pra não ficar nervosa antes, e concordei, fui fazer minha prova tranquila, depois da prova fui direto pra casa. Chegando lá do de cara com meu pai e minha mãe sentados na sala me esperando.

 - Ariel, temos que conversar sério. – meu pai ficou me olhando, minha mãe estava chorando.
- O que está acontecendo? – fiquei nervosa logo, não estava entendendo porque minha mãe estava chorando.