Mesmo sem entender a piadinha da Fernanda, fomos para o trabalho. Fiquei o evento todo com ela, na recepção. Era muito fácil e prático, fazia o que a dona Lúcia pediu, pulseira verde pra um e os vip Fernanda cuidava deles.
- To indo bem? – olhei pra Fernanda.
- Vamos combinar que até uma macaca faz isso né Ariel. – me olhou de lado. – Arieeel, soa bem esse nome né. Você vai se dá bem, você é alta.
- Você acha mesmo? – olhei pra ela, e ela me ignorou.
Segui meu trabalho estava ocorrendo tudo certo como planejado, Fernanda ficava de graça com alguns convidados, ia para um canto, demorava alguns minutos muito estranho isso. Foi chegando vários convidados, cada um mais importante que o outro. No meio dos convidados vi o Pedro, ex sócio do meu pai. Começou o evento e ficamos nos bastidores vendo tudo, eu fiquei reparando que toda hora ia um homem diferente falar com dona Lúcia, e em seguida ela me olhava. Ela se levantou até a cadeira e me chamou pra conversar. Todas me olhando meio esquisito, até Fernanda.
- Eu fiz alguma coisa errada? – perguntei com medo de ter feito algo errado.
- Eu sei que você fez tudo certinho. – deu uma pausa. - estou muito satisfeita, mais você pode me deixar feliz.
- É só você me falar o que é.
- Ariel, você está começando na profissão. – disse vindo na minha frente. – eu estou aqui pra te ajudar, pra te explicar. Você sabe o que é o book rosa?
- Um livro cor de rosa?
- Não. – deu uma risada meio sínica. – não é bem isso, a agência vive dos clientes, são eles que tornam tudo possível, incluindo sua carreira. – disse apontando pra mim.
- Isso eu sei.
- Tem agências, que não fazem questão de agradar o cliente com tudo. Mais eu faço questão de agradar. Aqui na minha agência, quando o cliente faz um pedido, mesmo que seja um pedido especial. Eu atendo. Teve um cliente que te achou lindíssima, ele é um dos sócios dessa empresa que estamos hoje fazendo esse evento.
- Sim, você acha que eu vou posar pra essa nova linha deles?
- Claro. É possível no futuro, mais aqui agora, a questão é o book rosa.
- Não estou entendendo.
- Não são todas as agências que tem esse book rosa, mais na nossa tem ficha rosa.
- Ficha Rosa? Nunca ouvi falar também.
- Ninguém fala muito, porque as modelos que fazem esse tipo de trabalho, mesmo assim início de carreira, ganha muito dinheiro. A Fernanda faz isso, por isso que ela ganha muito dinheiro.
- E que tipo de trabalho é esse?
- Além dos eventos, desfiles, a modelo acompanha o executivo a algo a mais.
- Algo mais?
- Um Sócio, quer jantar com você.
- Jantar?
- É jantar, ele quer te levar para um restaurante com outros executivos, outra modelo. Vocês vão comer super bem, vocês vão rir, se conhecer melhor. Tem mais outra coisa, que vocês fazem.
- Que outra coisa!?
- Eu não vou mentir. – deu uma pausa. – depois tem o algo a mais a dois.
- Eu não sou garota de programa.
- Quem tá dizendo isso? – me deu uma rodada. – Pela amor de Deus, é claro e nunca será. Você é uma modelo da minha agência. Mesmo que aconteça tudo entre vocês, e vai acontecer, que o Sócio tá louco, louco por você, mesmo assim não se fala em dinheiro.
- Não estou entendendo nada.
- É tudo pela agência, cada modelo tem um cache diferente. O seu vai ser o melhor. Quer ver, você ia ganhar mil e duzentos, o book rosa dobra o cachê.
- Não, eu tenho namorado. – falei uma mentira.
- Meu bem, ninguém está falando de amor.
- Não. – sai andando. – imagina se minha mãe fica sabendo disso.
- Querida, posso te falar um segredo. Modelo em início de carreira faz mais sucesso fazendo o book rosa.
- Eu nunca pensei em fazer isso na minha vida.
- Nenhum de nós né.
- Você faz o book rosa?
- Eu? – deu uma risada debochada. - nessa idade eu to já pagando. Mais no seu lugar eu faria sem pensar.
- Não, não vou fazer isso. Imagina se minha mãe, meu namorado descobre isso. – sai andando pelo salão aonde estávamos.
Fiquei muito nervosa, não vou fazer isso de jeito nenhum, mesmo até precisando do dinheiro. Se minha família descobre, minhas amigas. Sai do salão e fui para uma varanda onde estava tendo o evento, tinha acabado o evento e estava tendo uma festa. Lucas o namorado da dona Lúcia, estava vindo em minha direção.
- Eu sei que a Lúcia falou com você.
- Eu não vou fazer isso. – disse enxugando minhas lagrimas.
- Tem modelos que fazem sucesso aqui, fora.
- Eu tenho namorado. Você fez esse tipo de coisa?
- Eu tive sorte Ariel, ou azar por cima. Se eu tivesse um patrocinador eu ia muito mais longe. Mais eu era bobinho, não tinha ninguém pra me dar um toque. Pra me orientar, eu não percebi as oportunidades. Aproveita sua chance. – disse saindo e me deixando sozinha lá.
De jeito nenhum eu ia fazer esse tipo de trabalho, sai andando passando por todos, todo mundo me olhando. Então todo mundo da agência sabia disso e ninguém me falou, passei pela Lúcia e o namorado, as meninas da agência todos me olhavam sabendo que eu sabia desse book rosa. Fernanda estava com Léo conversando, estava com raiva de todos. Encontrei um lugar reservado, sem ninguém, queria pensar sobre isso tudo.
- Você sabe, que vou nesse jantar!? – Fernanda chegou lá.
- Você faz esse tipo de coisa?
- Amor – disse subindo as escadas até a mim. – na agência da Lúcia, quem quer ganhar dinheiro, vencer, subir na carreira, faz o book rosa.
- Sua mãe sabe disso?
- Sabe, lógico que sabe. Ela fica me esperando. Se não fosse o dinheiro do book rosa, não tinha tirado minha família da miséria. Mais as vezes não acontece nada, o cara dorme você espera e sai de fininho. – ela me falou saindo de onde eu estava.
- Sua boba, as vezes rola só alguns puxões, uns agarros, as vezes nada. – Léo disse chegando aonde eu estava com um copo de bebida.
- Preciso ficar sozinha, pra pensar. – Disse saindo de lá.
Fui descendo algumas escadas, comecei a chorar, pensar nas coisas que estão acontecendo na minha vida, preciso muito de dinheiro pra pagar minha faculdade minhas coisas, fiquei uma meia hora pensando nisso tudo. Tinha decidido, fui atrás da Lúcia, ela estava com o namorado e o Léo.
- Lúcia, vem cá. – ela veio em minha direção.
- Decidiu querida?
- Pra falar verdade, ainda não.
- Olha a Fernanda, quando ela entrou na agência parecia uma mendiga, agora ela já comprou até casa pros pai, ela me disse ainda que você anda passando necessidade em casa.
- Mais tipo...
- Vish, já vi que você é do tipo que não gosta de ajudar ninguém, nem sua própria família. Tudo bem, e você com a sua consciência.
- Não eu quero. Mais é que...
- Então decide, vai ajudar ou vai dar as costas para sua família?
- Eu quero ajudar.
- Boa menina, eu sei que você tem um coração de ouro. Vai ser só por um tempo.
- Tempo?
- Sim querida, um tempo. Até a situação da sua família melhorar, depois você continua como modelo só. Muitas não fazem o book rosa, mais poucas precisam do dinheiro como você. – disse passando mão no meu cabelo. – Separei um vestido, lindo pra você, vou colocar também o dinheiro do táxi na bolsa que você vai sair tá.
- Mais se for horrível?
- Meu bem, homem gosta de estufar o peito, dizer que é macho, mais a maioria é rápida, você vai sentir uma cosquinhas e acabou. Depois você toma um banho e está nova.
Meus pensamentos estava a mil, se minha mãe descobrir o que vai pensar de mim, minhas amigas... Troquei minha roupa e a Lúcia me deu um papel com o numero do quarto que eu ia, e o motorista estava me esperando fora do evento. Falei nada do caminho do evento até o hotel, chegando lá fiz tudo que a Lúcia tinha me falado. Parei em frente do quarto pensei duas vezes antes de bater na porta, estava muito nervosa. Respirei fundo, bati na porta não demorou nem dois minutos e a pessoa abriu, quando vi quem era, não acreditei.
- Ariel Bach?
- Não sabia que o Pedro Gonçalves, era tão cafajeste. - Já disse entrando e ele fechando a porta.-
- Eu não acredito, que a filinha querida do Marcos era garota de programa. - disse ficando atrás de mim.
- Cala a sua boca. - Disse me virando pra ele, aumentando o meu tom de voz. - Se não eu queimo seu filme com a Paula.
- Aé? Com que moral você tem, pra falar disso. - Disse me jogando no sofá. - Você acha que eu não sei, que você está na agência da Lúcia, sua biscatinha.
- Agora eu entendo, porque a Paula gosta de outro. - Disse olhando pro lado. - Pelo jeito desse apartamento você deve trair sua mulher a muito tempo.
- Só com moças de família. - Falou quase se jogando em cima de mim. - Como você, agora chega de conversa fiada, tira essa capa.
Levantei do sofá, comecei a andar pelo apartamento. Ele veio andando em minha direção.
- Você acha mesmo, que vou fazer amor com você. - Falei virando pra ele.
- Eu não vou fazer amor com você. - Deu uma pausa. - Eu vou transar com você, foi pra isso que você veio aqui, sua vadiazinha. Então seja uma boa profissional, e faça vale o dinheiro que vou pagar. - Disse tirando minha capa, e me deixando de calcinha e sutiã.
- Mais nem se eu estivesse pedindo esmola na rua, eu ia pra cama com você. Seu velho nojento. - Disse me afastando e colocando a capa novamente.
- Nem nojento, nem velho. Não seja tão preconceituosa, na sua profissão não se deve discriminar quem pode pagar uma prostituta como você.
- Eu não sou prostituta! - Disse gritando.
- É sim. - Disse me jogando a força na cama. - Eu to pagando caro meu bem, e gostando ou não gostando do velho nojento você vai me servir. - Veio se jogando por cima de mim.
- Me larga, seu porco. - Gritei mais ainda, ele saiu de cima de mim e eu sai da cama e fui em direção a porta.
Sai daquele quarto me sentindo um lixo, entrei naquele elevador, me virei pro espelho comecei a me limpar, parecia que nunca ia chegar, estava um temporal lá fora, como eu ia embora. Eu só queria sair desse hotel, comecei a pensar em tudo, sai aos prantos daquele lugar, estava bastante desnorteada com tudo que estava acontecendo. Fui andando pelas ruas, olhando pra tudo, tinha algumas garotas de programas na rua, eu estava me sentindo uma delas. Estava chovendo muito, fui correndo até um outro hotel e me sentei na portaria, esperando a chuva passar, eu não parava de chorar.
Luan Narrando
Estava voltando do show, quando perto do hotel avistei uma garota chorando,na calçada do hotel, imediatamente pedi pro Cirilo parar.
- Tem certeza patrão? Muita gente faz isso mais é para da algum golpe, pode ser perigoso.-Well falou olhando pra mim.
- Tenho sim negão, eu não vou levar nada e você fica aqui pra qualquer coisa - Digo já abrindo a porta do carro.
- Beleza patrão.
Desci da carro e fui próximo onde ela estava.
- Moça você ta bem? - A chamei e ela me olhou assustada com os olhos cheios de lagrimas.
Dava pra ver que ela era uma moça linda, mesmo com o rosto molhando
- Não ele ia... Ele ia - Ela falava soluçando.
- Calma só quero lhe ajudar - Digo me sentando ao seu lado - O que aconteceu pra você está aqui?
- Eu não queria fazer isso ele quis me obrigar
- Se acalma - Abraço ela que me apertava e chorou mais ainda.
Depois de algum tempo chorando ela adormeceu em meus braços, peguei ela e a levei pro carro.
- O que aconteceu? - Fala Well me ajudando a deitar ela no banco de traz.
- Não sei,mais pelo que ela me falou acho que foi tentativa de estupro ou então ela foi estuprada. - Digo olhando ela.
Seguimos rumo ao hotel e fomos pelos fundos pra ninguém ver, subi até meu quarto com ela em meus braços, e a deitei na minha cama, tirei seus saltos e sua bolsa a cobrindo e fui tomar um banho pensando o que fazer. Sair já trocado e sentei na poltrona ao lado da cama e fiquei lhe observando. Adormeci na poltrona depois de tanto observa-la
Ariel Narrando
Acordei com o sol batendo em meu rosto e pensei que minha cabeça iria explodir, sentia meu rosto inchado. Olhei em volta e não reconheci onde estava, senti que não estava só e olhei para o lado e me assustei ao ver um homem dormindo. A principio pensei que era o ex sócio do meu pai. O olhei bem e vi que era o Luan Santana – parecia um anjo dormindo com a boca entre aberta. - me assustei e levantei rapidamente tropeçando em meus próprios pés, caindo, o que fez muito barulho acordando ele, que acordou com uma cara de assustado - confesso que a cara dele foi engraçado. – ao perceber minha situação soltou uma gargalhada se espreguiçando.
- Ta tudo bem? - Falou me ajudando a levantar.
- Tá eu acho - Falou sussurrando - O que aconteceu?
- Ué como assim você não lembra? - Falava indignado. - Você disse que foi uma das melhores noites de sua vida...
- Como assim a gente... - Fiquei apontando pra nós dois assustada, ele soltou uma gargalhada gostosa de ouvir.
- To brincando -Suspirei aliviada. - Te encontrei ontem na calçada perto daqui chorando, e você adormeceu em meus braços e eu te trouxe para cá, apenas isso.
Fiquei em silencio lembrando de tudo que aconteceu na noite passada,começando a chorar e ele me abraçou.
- Você quer conversar? - Disse me olhando.
- Você promete contar segredo?
- Prometo, de dedinho. - Falou fazendo uns negócios com os dedos.-
Comecei a contar tudo pra ele, desde a conversa com meus pais deles falando da falência, do termino do namoro com Felipe, sobre a Fernanda, a agência da Lúcia, sobre tudo.
- Eu nunca fiz programa, eu juro. - Disse olhando pra ele.
- Então, o que você tava fazendo com o tal do Pedro, naquele hotel!?
- Eu não sabia que era ele. Eu estava precisando me valorizar e de dinheiro, depois da noticia da falência, do termino do namoro.
- E você é tão carente assim, pra ficar com homem só porque ele te trata bem?
- Ah Luan, não tem homem legal por ai.
- Você merece muito mais que um homem legal. - Disse chegando mais perto de mim, passando mão no meu cabelo. - Mais se você não acreditar nisso, você vai continuar sempre atraindo esse tipo de cavalo.
- Eu to com tanta vergonha. -Disse tampando meu rosto, chorando cada vez mais. Ele veio e me deu um beijo na testa.
- Mais me diz uma coisa, esse tal de Pedro foi legal com você?
- Não, ele foi horrível. Ele tentou me agarrar a força, sério ele é um sujeito muito mal.
- Estou tendo uma ideia muito legal, vai ajudar sua família.
Olá pessoas, que saudades. Dei uma leve sumida, meu notebook tinha quebrado e acabei de ganhar um. Desculpa REAL OFICIAL pela demora mesmo, vou voltar a vapor com a fic e ainda estamos com o grupo no wpp.
- To indo bem? – olhei pra Fernanda.
- Vamos combinar que até uma macaca faz isso né Ariel. – me olhou de lado. – Arieeel, soa bem esse nome né. Você vai se dá bem, você é alta.
- Você acha mesmo? – olhei pra ela, e ela me ignorou.
Segui meu trabalho estava ocorrendo tudo certo como planejado, Fernanda ficava de graça com alguns convidados, ia para um canto, demorava alguns minutos muito estranho isso. Foi chegando vários convidados, cada um mais importante que o outro. No meio dos convidados vi o Pedro, ex sócio do meu pai. Começou o evento e ficamos nos bastidores vendo tudo, eu fiquei reparando que toda hora ia um homem diferente falar com dona Lúcia, e em seguida ela me olhava. Ela se levantou até a cadeira e me chamou pra conversar. Todas me olhando meio esquisito, até Fernanda.
- Eu fiz alguma coisa errada? – perguntei com medo de ter feito algo errado.
- Eu sei que você fez tudo certinho. – deu uma pausa. - estou muito satisfeita, mais você pode me deixar feliz.
- É só você me falar o que é.
- Ariel, você está começando na profissão. – disse vindo na minha frente. – eu estou aqui pra te ajudar, pra te explicar. Você sabe o que é o book rosa?
- Um livro cor de rosa?
- Não. – deu uma risada meio sínica. – não é bem isso, a agência vive dos clientes, são eles que tornam tudo possível, incluindo sua carreira. – disse apontando pra mim.
- Isso eu sei.
- Tem agências, que não fazem questão de agradar o cliente com tudo. Mais eu faço questão de agradar. Aqui na minha agência, quando o cliente faz um pedido, mesmo que seja um pedido especial. Eu atendo. Teve um cliente que te achou lindíssima, ele é um dos sócios dessa empresa que estamos hoje fazendo esse evento.
- Sim, você acha que eu vou posar pra essa nova linha deles?
- Claro. É possível no futuro, mais aqui agora, a questão é o book rosa.
- Não estou entendendo.
- Não são todas as agências que tem esse book rosa, mais na nossa tem ficha rosa.
- Ficha Rosa? Nunca ouvi falar também.
- Ninguém fala muito, porque as modelos que fazem esse tipo de trabalho, mesmo assim início de carreira, ganha muito dinheiro. A Fernanda faz isso, por isso que ela ganha muito dinheiro.
- E que tipo de trabalho é esse?
- Além dos eventos, desfiles, a modelo acompanha o executivo a algo a mais.
- Algo mais?
- Um Sócio, quer jantar com você.
- Jantar?
- É jantar, ele quer te levar para um restaurante com outros executivos, outra modelo. Vocês vão comer super bem, vocês vão rir, se conhecer melhor. Tem mais outra coisa, que vocês fazem.
- Que outra coisa!?
- Eu não vou mentir. – deu uma pausa. – depois tem o algo a mais a dois.
- Eu não sou garota de programa.
- Quem tá dizendo isso? – me deu uma rodada. – Pela amor de Deus, é claro e nunca será. Você é uma modelo da minha agência. Mesmo que aconteça tudo entre vocês, e vai acontecer, que o Sócio tá louco, louco por você, mesmo assim não se fala em dinheiro.
- Não estou entendendo nada.
- É tudo pela agência, cada modelo tem um cache diferente. O seu vai ser o melhor. Quer ver, você ia ganhar mil e duzentos, o book rosa dobra o cachê.
- Não, eu tenho namorado. – falei uma mentira.
- Meu bem, ninguém está falando de amor.
- Não. – sai andando. – imagina se minha mãe fica sabendo disso.
- Querida, posso te falar um segredo. Modelo em início de carreira faz mais sucesso fazendo o book rosa.
- Eu nunca pensei em fazer isso na minha vida.
- Nenhum de nós né.
- Você faz o book rosa?
- Eu? – deu uma risada debochada. - nessa idade eu to já pagando. Mais no seu lugar eu faria sem pensar.
- Não, não vou fazer isso. Imagina se minha mãe, meu namorado descobre isso. – sai andando pelo salão aonde estávamos.
Fiquei muito nervosa, não vou fazer isso de jeito nenhum, mesmo até precisando do dinheiro. Se minha família descobre, minhas amigas. Sai do salão e fui para uma varanda onde estava tendo o evento, tinha acabado o evento e estava tendo uma festa. Lucas o namorado da dona Lúcia, estava vindo em minha direção.
- Eu sei que a Lúcia falou com você.
- Eu não vou fazer isso. – disse enxugando minhas lagrimas.
- Tem modelos que fazem sucesso aqui, fora.
- Eu tenho namorado. Você fez esse tipo de coisa?
- Eu tive sorte Ariel, ou azar por cima. Se eu tivesse um patrocinador eu ia muito mais longe. Mais eu era bobinho, não tinha ninguém pra me dar um toque. Pra me orientar, eu não percebi as oportunidades. Aproveita sua chance. – disse saindo e me deixando sozinha lá.
De jeito nenhum eu ia fazer esse tipo de trabalho, sai andando passando por todos, todo mundo me olhando. Então todo mundo da agência sabia disso e ninguém me falou, passei pela Lúcia e o namorado, as meninas da agência todos me olhavam sabendo que eu sabia desse book rosa. Fernanda estava com Léo conversando, estava com raiva de todos. Encontrei um lugar reservado, sem ninguém, queria pensar sobre isso tudo.
- Você sabe, que vou nesse jantar!? – Fernanda chegou lá.
- Você faz esse tipo de coisa?
- Amor – disse subindo as escadas até a mim. – na agência da Lúcia, quem quer ganhar dinheiro, vencer, subir na carreira, faz o book rosa.
- Sua mãe sabe disso?
- Sabe, lógico que sabe. Ela fica me esperando. Se não fosse o dinheiro do book rosa, não tinha tirado minha família da miséria. Mais as vezes não acontece nada, o cara dorme você espera e sai de fininho. – ela me falou saindo de onde eu estava.
- Sua boba, as vezes rola só alguns puxões, uns agarros, as vezes nada. – Léo disse chegando aonde eu estava com um copo de bebida.
- Preciso ficar sozinha, pra pensar. – Disse saindo de lá.
Fui descendo algumas escadas, comecei a chorar, pensar nas coisas que estão acontecendo na minha vida, preciso muito de dinheiro pra pagar minha faculdade minhas coisas, fiquei uma meia hora pensando nisso tudo. Tinha decidido, fui atrás da Lúcia, ela estava com o namorado e o Léo.
- Lúcia, vem cá. – ela veio em minha direção.
- Decidiu querida?
- Pra falar verdade, ainda não.
- Olha a Fernanda, quando ela entrou na agência parecia uma mendiga, agora ela já comprou até casa pros pai, ela me disse ainda que você anda passando necessidade em casa.
- Mais tipo...
- Vish, já vi que você é do tipo que não gosta de ajudar ninguém, nem sua própria família. Tudo bem, e você com a sua consciência.
- Não eu quero. Mais é que...
- Então decide, vai ajudar ou vai dar as costas para sua família?
- Eu quero ajudar.
- Boa menina, eu sei que você tem um coração de ouro. Vai ser só por um tempo.
- Tempo?
- Sim querida, um tempo. Até a situação da sua família melhorar, depois você continua como modelo só. Muitas não fazem o book rosa, mais poucas precisam do dinheiro como você. – disse passando mão no meu cabelo. – Separei um vestido, lindo pra você, vou colocar também o dinheiro do táxi na bolsa que você vai sair tá.
- Mais se for horrível?
- Meu bem, homem gosta de estufar o peito, dizer que é macho, mais a maioria é rápida, você vai sentir uma cosquinhas e acabou. Depois você toma um banho e está nova.
Meus pensamentos estava a mil, se minha mãe descobrir o que vai pensar de mim, minhas amigas... Troquei minha roupa e a Lúcia me deu um papel com o numero do quarto que eu ia, e o motorista estava me esperando fora do evento. Falei nada do caminho do evento até o hotel, chegando lá fiz tudo que a Lúcia tinha me falado. Parei em frente do quarto pensei duas vezes antes de bater na porta, estava muito nervosa. Respirei fundo, bati na porta não demorou nem dois minutos e a pessoa abriu, quando vi quem era, não acreditei.
- Ariel Bach?
- Não sabia que o Pedro Gonçalves, era tão cafajeste. - Já disse entrando e ele fechando a porta.-
- Eu não acredito, que a filinha querida do Marcos era garota de programa. - disse ficando atrás de mim.
- Cala a sua boca. - Disse me virando pra ele, aumentando o meu tom de voz. - Se não eu queimo seu filme com a Paula.
- Aé? Com que moral você tem, pra falar disso. - Disse me jogando no sofá. - Você acha que eu não sei, que você está na agência da Lúcia, sua biscatinha.
- Agora eu entendo, porque a Paula gosta de outro. - Disse olhando pro lado. - Pelo jeito desse apartamento você deve trair sua mulher a muito tempo.
- Só com moças de família. - Falou quase se jogando em cima de mim. - Como você, agora chega de conversa fiada, tira essa capa.
Levantei do sofá, comecei a andar pelo apartamento. Ele veio andando em minha direção.
- Você acha mesmo, que vou fazer amor com você. - Falei virando pra ele.
- Eu não vou fazer amor com você. - Deu uma pausa. - Eu vou transar com você, foi pra isso que você veio aqui, sua vadiazinha. Então seja uma boa profissional, e faça vale o dinheiro que vou pagar. - Disse tirando minha capa, e me deixando de calcinha e sutiã.
- Mais nem se eu estivesse pedindo esmola na rua, eu ia pra cama com você. Seu velho nojento. - Disse me afastando e colocando a capa novamente.
- Nem nojento, nem velho. Não seja tão preconceituosa, na sua profissão não se deve discriminar quem pode pagar uma prostituta como você.
- Eu não sou prostituta! - Disse gritando.
- É sim. - Disse me jogando a força na cama. - Eu to pagando caro meu bem, e gostando ou não gostando do velho nojento você vai me servir. - Veio se jogando por cima de mim.
- Me larga, seu porco. - Gritei mais ainda, ele saiu de cima de mim e eu sai da cama e fui em direção a porta.
Sai daquele quarto me sentindo um lixo, entrei naquele elevador, me virei pro espelho comecei a me limpar, parecia que nunca ia chegar, estava um temporal lá fora, como eu ia embora. Eu só queria sair desse hotel, comecei a pensar em tudo, sai aos prantos daquele lugar, estava bastante desnorteada com tudo que estava acontecendo. Fui andando pelas ruas, olhando pra tudo, tinha algumas garotas de programas na rua, eu estava me sentindo uma delas. Estava chovendo muito, fui correndo até um outro hotel e me sentei na portaria, esperando a chuva passar, eu não parava de chorar.
Luan Narrando
Estava voltando do show, quando perto do hotel avistei uma garota chorando,na calçada do hotel, imediatamente pedi pro Cirilo parar.
- Tem certeza patrão? Muita gente faz isso mais é para da algum golpe, pode ser perigoso.-Well falou olhando pra mim.
- Tenho sim negão, eu não vou levar nada e você fica aqui pra qualquer coisa - Digo já abrindo a porta do carro.
- Beleza patrão.
Desci da carro e fui próximo onde ela estava.
- Moça você ta bem? - A chamei e ela me olhou assustada com os olhos cheios de lagrimas.
Dava pra ver que ela era uma moça linda, mesmo com o rosto molhando
- Não ele ia... Ele ia - Ela falava soluçando.
- Calma só quero lhe ajudar - Digo me sentando ao seu lado - O que aconteceu pra você está aqui?
- Eu não queria fazer isso ele quis me obrigar
- Se acalma - Abraço ela que me apertava e chorou mais ainda.
Depois de algum tempo chorando ela adormeceu em meus braços, peguei ela e a levei pro carro.
- O que aconteceu? - Fala Well me ajudando a deitar ela no banco de traz.
- Não sei,mais pelo que ela me falou acho que foi tentativa de estupro ou então ela foi estuprada. - Digo olhando ela.
Seguimos rumo ao hotel e fomos pelos fundos pra ninguém ver, subi até meu quarto com ela em meus braços, e a deitei na minha cama, tirei seus saltos e sua bolsa a cobrindo e fui tomar um banho pensando o que fazer. Sair já trocado e sentei na poltrona ao lado da cama e fiquei lhe observando. Adormeci na poltrona depois de tanto observa-la
Ariel Narrando
Acordei com o sol batendo em meu rosto e pensei que minha cabeça iria explodir, sentia meu rosto inchado. Olhei em volta e não reconheci onde estava, senti que não estava só e olhei para o lado e me assustei ao ver um homem dormindo. A principio pensei que era o ex sócio do meu pai. O olhei bem e vi que era o Luan Santana – parecia um anjo dormindo com a boca entre aberta. - me assustei e levantei rapidamente tropeçando em meus próprios pés, caindo, o que fez muito barulho acordando ele, que acordou com uma cara de assustado - confesso que a cara dele foi engraçado. – ao perceber minha situação soltou uma gargalhada se espreguiçando.
- Ta tudo bem? - Falou me ajudando a levantar.
- Tá eu acho - Falou sussurrando - O que aconteceu?
- Ué como assim você não lembra? - Falava indignado. - Você disse que foi uma das melhores noites de sua vida...
- Como assim a gente... - Fiquei apontando pra nós dois assustada, ele soltou uma gargalhada gostosa de ouvir.
- To brincando -Suspirei aliviada. - Te encontrei ontem na calçada perto daqui chorando, e você adormeceu em meus braços e eu te trouxe para cá, apenas isso.
Fiquei em silencio lembrando de tudo que aconteceu na noite passada,começando a chorar e ele me abraçou.
- Você quer conversar? - Disse me olhando.
- Você promete contar segredo?
- Prometo, de dedinho. - Falou fazendo uns negócios com os dedos.-
Comecei a contar tudo pra ele, desde a conversa com meus pais deles falando da falência, do termino do namoro com Felipe, sobre a Fernanda, a agência da Lúcia, sobre tudo.
- Eu nunca fiz programa, eu juro. - Disse olhando pra ele.
- Então, o que você tava fazendo com o tal do Pedro, naquele hotel!?
- Eu não sabia que era ele. Eu estava precisando me valorizar e de dinheiro, depois da noticia da falência, do termino do namoro.
- E você é tão carente assim, pra ficar com homem só porque ele te trata bem?
- Ah Luan, não tem homem legal por ai.
- Você merece muito mais que um homem legal. - Disse chegando mais perto de mim, passando mão no meu cabelo. - Mais se você não acreditar nisso, você vai continuar sempre atraindo esse tipo de cavalo.
- Eu to com tanta vergonha. -Disse tampando meu rosto, chorando cada vez mais. Ele veio e me deu um beijo na testa.
- Mais me diz uma coisa, esse tal de Pedro foi legal com você?
- Não, ele foi horrível. Ele tentou me agarrar a força, sério ele é um sujeito muito mal.
- Estou tendo uma ideia muito legal, vai ajudar sua família.
Olá pessoas, que saudades. Dei uma leve sumida, meu notebook tinha quebrado e acabei de ganhar um. Desculpa REAL OFICIAL pela demora mesmo, vou voltar a vapor com a fic e ainda estamos com o grupo no wpp.

